Com o avanço da digitalização dos serviços de saúde, a proteção de dados tornou-se um dos pilares fundamentais para qualquer instituição do setor.
Afinal, a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) trouxe novas responsabilidades para clínicas, hospitais, consultórios e operadoras de saúde, inclusive no que diz respeito às ações de marketing.
Então, quando falamos de estratégias como e-mail marketing, formulários de contato e campanhas em redes sociais, o cuidado com os dados dos pacientes e usuários precisa ser redobrado.
A importância da proteção de dados no setor da saúde
A área da saúde lida, diariamente, com dados extremamente sensíveis: histórico médico, exames, diagnósticos, entre outros. Eles dizem respeito não apenas à privacidade do paciente, mas também à sua dignidade, intimidade e segurança.
Por isso, a LGPD classifica as informações de saúde como dados sensíveis, exigindo cuidados extras no tratamento, coleta, armazenamento e uso dessas informações.
No contexto do marketing, isso significa que qualquer interação que envolva dados pessoais precisa estar em conformidade com a lei, seja ao captar um e-mail para envio de newsletter, bem como ao usar uma segmentação específica em uma campanha on-line.
Confira também: Como criar um planejamento de conteúdo em saúde: guia prático em 7 passos
Como a LGPD impacta o marketing em saúde
Além de seguir regras éticas específicas do setor, o marketing na área da saúde também deve incorporar práticas voltadas à proteção de dados. Isso vale especialmente para:
E-mail marketing
É comum utilizar o e-mail para manter pacientes informados sobre serviços, novidades e conteúdos. No entanto, é indispensável garantir que o destinatário tenha consentido de forma clara para receber essas comunicações.
O ideal é adotar mecanismos como double opt-in (confirmação de cadastro por e-mail), bem como oferecer sempre a opção de descadastramento.
Saiba mais: Como melhorar sua campanha de e-mail marketing e ter bons resultados
Formulários de contato e agendamento
Ao preencher um formulário on-line, o paciente fornece dados como nome, telefone e até sintomas ou especialidades procuradas. Nesses casos, é fundamental informar:
- o motivo da coleta dos dados;
- como eles serão utilizados;
- com quem poderão ser compartilhados;
- por quanto tempo serão armazenados.
Além disso, é necessário garantir a segurança dessas informações com criptografia e políticas de acesso restrito.
Redes sociais
Campanhas em redes sociais que utilizam dados para segmentação (por exemplo, públicos personalizados no Facebook/Instagram/LinkedIn) também devem respeitar a privacidade dos usuários.
Por isso, é importante que esses dados sejam obtidos de forma legal e consentida.
Confira também: Métricas de redes sociais: o que são e como analisar de forma estratégica?
6 boas práticas para garantir a proteção de dados no marketing em saúde
Confira algumas medidas práticas que toda instituição de saúde pode (e deve) adotar para proteger dados de seus pacientes e estar em conformidade com a LGPD:
1. Tenha uma Política de Privacidade clara e acessível
Incluir no site da empresa um documento que explique, de forma simples, como os dados são coletados, utilizados e armazenados fortalece a transparência e, principalmente, aumenta a confiança do público.
2. Solicite consentimento de forma explícita
Seja em landing pages, formulários ou campanhas, o consentimento deve ser livre, informado e específico. É possível, por exemplo, utilizar caixas de seleção que não estejam marcadas por padrão e que deixem claro o propósito do uso dos dados.
3. Evite o compartilhamento de dados sem autorização
Mesmo que o dado pareça inofensivo, ele não pode ser repassado a terceiros sem o consentimento do titular. Isso inclui parceiros comerciais, prestadores de serviços e plataformas externas.
4. Invista na segurança da informação
É indispensável e fundamental implementar boas práticas de cibersegurança, como o uso de sistemas criptografados, autenticação em dois fatores, backups frequentes, bem como controle de acesso. A proteção física e digital das informações é essencial.
5. Treine sua equipe
Profissionais que atuam com marketing, atendimento e gestão de dados devem estar capacitados para lidar com as obrigações da LGPD. Afinal, pequenos descuidos em qualquer uma das etapas pode gerar grandes consequências.
6. Nomeie um Encarregado de Proteção de Dados (DPO)
Esse profissional será o ponto de contato entre a instituição, os titulares dos dados e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), garantindo o cumprimento das normas.
Como implementar a proteção de dados no marketing em saúde
A implementação efetiva da LGPD no marketing não precisa ser complexa, mas exige planejamento. Um bom primeiro passo é fazer um mapeamento completo do fluxo de dados na empresa: onde e como são coletados, por quem são acessados e o local de armazenamento.
A partir disso, pode-se elaborar uma política de privacidade, revisar formulários, ajustar o conteúdo das campanhas e treinar a equipe. Além disso, o acompanhamento constante é essencial para identificar falhas, adaptar-se às mudanças legais e garantir melhorias contínuas.
A proteção de dados não é apenas uma obrigação legal, mas sim, um diferencial competitivo. Em um cenário onde a confiança é um ativo valioso, respeitar a privacidade dos pacientes e manter práticas transparentes é uma forma de construir relacionamentos mais sólidos e duradouros.
A conformidade com a LGPD não freia a inovação, pelo contrário, fortalece o setor com mais ética, segurança e credibilidade.
Por isso, conte com uma equipe de marketing em saúde, que entende as exigências legais e transforma dados em estratégias eficientes e seguras. Entre em contato conosco.
Acesse também o blog Wellmaker e confira mais conteúdos sobre marketing, comunicação e inovação na área da saúde.