Para alcançar resultados com o marketing digital em saúde, é muito importante ser o mais assertivo possível. No entanto, ainda existem erros comuns que muitas empresas cometem com frequência.
Hoje, esse cuidado é ainda mais importante devido ao comportamento digital intenso e exigente do público. De acordo com o DataReportal, o Brasil encerrou 2025 com 185 milhões de pessoas usando a internet, o que representa 86,9% de penetração online no país.
Além disso, o relatório aponta 217 milhões de conexões móveis ativas e 150 milhões de identidades de usuários nas redes sociais. Ou seja, o público está pesquisando, comparando e formando opinião o tempo todo.
Confira abaixo os 6 principais erros de marketing digital em saúde que podem estar comprometendo o crescimento da sua empresa.
6 erros de marketing digital em saúde
Muitas empresas da área investem em marketing, mas continuam escorregando em falhas básicas que travam os resultados. As mais comuns incluem:
- falta de planejamento;
- falta de direcionamento de público;
- não produzir conteúdo relevante;
- ignorar o mobile;
- não mensurar as ações;
- perder logins e acessos das ferramentas de marketing.
Confira os detalhes de cada um deles abaixo.
1. Falta de planejamento
Antes de começar as ações de marketing digital em saúde, é necessário elaborar um planejamento estratégico. Ou seja, estudar o mercado, definir objetivos, traçar as características, objeções e dores do público, estabelecer os pilares de conteúdo, além de um cronograma para que a estratégia seja implementada.
Apesar de básico, esse ainda é um ponto negligenciado, fazendo com que empresas publiquem posts nas redes e conteúdos de blog que não geram resultados.
Sem planejamento, a estratégia não tem direção e a comunicação fica solta, com canais que não conversam entre si e conteúdos que apenas “preenchem calendário”.
Além disso, planejamento também precisa considerar um ponto que, na saúde, não é detalhe: a ética. Não adianta pensar em performance, site, SEO e redes sociais se a estratégia não respeita as orientações do setor. Crescer com consistência depende tanto de boa execução quanto de responsabilidade na comunicação.
Aprofunde: Ajustes estratégicos no planejamento de comunicação em saúde
2. Falta de direcionamento de público
Como parte do planejamento, é necessário também definir as personas, para que a produção de conteúdos, os desenhos de layouts e os impulsionamentos sejam trabalhados com foco no cliente ideal. Dessa forma, o consumidor certo receberá o anúncio ou post e poderá se identificar.
Muitos gestores acreditam que atingir qualquer um é bom. Porém, a assertividade se torna mais difícil, o que exige muito mais investimento para conseguir resultado.
Quando o público não está bem definido, a empresa começa a falar de forma genérica. E comunicação genérica, principalmente na saúde, perde força rápido. O conteúdo deixa de gerar identificação, os anúncios ficam menos eficientes e o investimento passa a render menos do que poderia.
Definir o público melhora mais do que a mídia paga
Vale reforçar que esse direcionamento não ajuda só na segmentação dos anúncios. Ele melhora também os temas do blog, o tom de voz das redes sociais, a experiência do site e até a forma como a empresa responde dúvidas do público.
Entender com quem a marca quer falar ajuda a construir uma comunicação mais útil, humana e convincente em todos os pontos de contato, o que consolida a confiança.
3. Não produzir conteúdo relevante
Hoje em dia, conteúdo sobre saúde de qualidade pode trazer resultados reais para uma empresa, como uma operadora, hospital ou laboratório. A oferta gratuita de conhecimentos aproxima e humaniza o relacionamento com o público sem ferir a ética.
Ainda mais na área da saúde, em que são divulgadas tantas fake news e informações mentirosas, a produção de conteúdo é muito importante. Porém, ele precisa ser estratégico e relevante, sem se tornar maçante. É preciso ter propósito, estar de acordo com os interesses do público e ser embasado com informações confiáveis que agreguem valor.
Vale acrescentar que conteúdo relevante não é só conteúdo frequente e sim confiável, útil e conectado às dúvidas reais das pessoas. Publicar apenas para estar presente digitalmente passa a sensação de uma marca que fala muito e entrega pouco.
Além disso, pacientes, clientes e familiares também avaliam, indicam, comparam serviços e compartilham experiências online. Por isso, produzir conteúdo de qualidade também é uma forma de participar dessa conversa com mais autoridade, em vez de deixar a imagem da empresa ser construída apenas por terceiros.
4. Ignorar o mobile
De acordo com o relatório “Digital 2025: device trends for 2025”, em fevereiro de 2025, 96,3% dos usuários de internet com 16 anos ou mais acessavam a internet pelo celular, enquanto 94,2% usavam smartphones.
Mesmo as pesquisas online pelo celular sendo tão comuns, muitas empresas ainda não colocam a versão mobile como prioridade. Hoje, é fundamental criar sites e conteúdos otimizados para dispositivos móveis.
Na prática, isso significa mais do que ter um site “adaptado”. Significa oferecer uma navegação simples, páginas rápidas, formulários fáceis de preencher, botões visíveis e conteúdos agradáveis de consumir na tela do celular.
Não faz sentido investir em tráfego e conteúdo se, ao clicar, o usuário encontra uma experiência ruim, pois a conversão será perdida.
Saiba mais: Entenda a importância de ter um site responsivo e conquiste seus usuários
5. Não mensurar as ações
É essencial monitorar o tráfego e os indicadores das ações que são realizadas no marketing digital. Depois de instalar as ferramentas de monitoramento, como o Google Analytics, é muito importante acompanhar os resultados dos canais e verificar quais são mais relevantes de acordo com sua meta.
Qual canal traz mais conversões? Qual gera mais cliques? E qual post alcançou mais pessoas? Sem analisar os resultados, não é possível verificar o que funciona, o que precisa ser corrigido, quais ações trazem resultado e como melhorar as métricas.
Por isso, vale acompanhar indicadores que tenham relação direta com os objetivos da estratégia, como tráfego orgânico, conversões, origem dos leads, cliques em canais de contato e desempenho por canal.
6. Perder logins e acessos das ferramentas de marketing
Outro erro muito comum na área de marketing de algumas empresas é a perda de logins e senhas das ferramentas de marketing digital usadas, sobretudo ao trocar de funcionários ou de agências.
No entanto, isso dificulta e atrasa a estratégia de marketing digital. Por isso, é importante que a empresa guarde, seja na nuvem ou sistema interno, as formas de acessos das redes sociais, do site, do Google Analytics, Gerenciador de Negócios do Facebook e Google, entre outras ferramentas.
Pode parecer apenas um detalhe operacional, mas não é. Quando a empresa não tem controle dos próprios acessos, ela perde agilidade, autonomia e, em alguns casos, até histórico importante de campanhas e dados. Organização também faz parte da estratégia.
Marketing digital em saúde exige estratégia, constância e responsabilidade
Em um mercado tão competitivo e sensível como o de saúde, não basta apenas estar presente no digital. Se você tem uma clínica, hospital, laboratório ou correlacionados, é preciso ter direção, produzir conteúdo confiável, acompanhar resultados e oferecer uma experiência que faça sentido para o público.
Presença digital sem estratégia dificilmente sustenta crescimento. E, na saúde, credibilidade e confiança contam desde o primeiro contato.
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Antes de ir, aproveite para conhecer: O que é Digital Signage e como ele está revolucionando a comunicação em saúde
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