A presença de profissionais de saúde nas redes sociais deixou de ser tendência e virou parte do cotidiano. Afinal, é ali que muita gente busca respostas rápidas, recomendações e até confiança antes de marcar uma consulta.
No entanto, junto com as oportunidades, surgem também riscos reais. Por isso, vale entrar nesse ambiente com estratégia, clareza e responsabilidade.
4 motivos para estar nas redes sociais
Confira abaixo os principais motivos para estar nas redes, além de boas práticas para crescer sem escorregar em questões de ética, privacidade ou credibilidade.
1. Credibilidade
Quando alguém precisa escolher um serviço, é comum procurar no Google, no Instagram ou em avaliações. Por isso, estar presente online ajuda a reduzir inseguranças e construir confiança antes mesmo do primeiro contato.
Segundo a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), as redes sociais se tornaram uma das principais fontes de informação para muitos brasileiros, o que aumenta ainda mais a responsabilidade (e a oportunidade) de quem trabalha com saúde.
Ou seja, quando você aparece com conteúdo bem-feito, consistente e honesto, sua credibilidade tende a crescer de forma natural. Para reforçar a credibilidade sem parecer “propaganda”:
- publique conteúdos educativos e simples, com linguagem acessível;
- mostre bastidores profissionais com bom senso (rotina, ambiente, processos);
- evite promessas e “resultados garantidos”, pois gera expectativa irreal e pode comprometer a confiança.
2. Visibilidade
Se as pessoas procuram informação nas redes, quem está lá tem mais chance de ser encontrado. Isso não significa “viralizar”, mas sim manter a consistência para aparecer com frequência a quem realmente importa.
Um artigo publicado na revista Pharmacy and Therapeutics explica que as redes sociais podem apoiar atividades como educação, promoção organizacional e até programas de saúde pública. Em outras palavras, visibilidade aqui não é só marketing, também é serviço, orientação e presença.
Para melhorar isso com leveza, o ideal é ter uma linha editorial clara (ou seja, o que você fala e para quem você fala) e manter uma rotina realista de publicações. Assim, você não depende de “surtos de postagem” e nem some por meses.
Saiba mais: Como criar um planejamento de conteúdo em saúde: guia prático em 7 passos
3. Referência
Nem tudo que circula na internet é verdade. Fake news, “dicas milagrosas” e informações sem base podem confundir e até prejudicar pessoas. Por isso, quando profissionais de saúde se posicionam de forma educativa, eles podem se tornar uma fonte de referência.
Segundo a SBPC/ML, justamente por existirem tantas informações duvidosas, o público busca quem transmite segurança e não espalha conteúdo irresponsável.
E o artigo da Pharmacy and Therapeutics complementa que uma boa presença digital pode ser usada para distribuir informação baseada em evidências e rebater materiais enganosos que circulam online.
Uma boa estratégia é traduzir temas difíceis em explicações curtas, úteis e repetíveis, porque, nas redes, a mesma dúvida aparece várias vezes, só muda a pessoa.
Saiba mais: Empresas precisam estar na linha de frente contra fake news em saúde. Saiba por onde começar.
4. Relacionamento
As redes também servem para criar vínculo. Elas não substituem consulta, mas aproximam, humanizam e facilitam o diálogo com quem já acompanha seu trabalho.
A SBPC/ML destaca que nutrir relacionamento é parte importante da fidelização, e que a comunicação pode ficar mais rápida, inclusive para acompanhar feedbacks e ajustar a experiência do paciente.
Isso vale tanto para consultórios quanto para clínicas e laboratórios. Ouvir com atenção, responder com respeito e manter um tom acolhedor faz diferença. A ideia é orientar de forma geral e direcionar para atendimento quando necessário.
Confira: Humanização no marketing de saúde: como criar conexões autênticas
Riscos reais das redes sociais
Apesar dos benefícios, existem riscos como informação de baixa qualidade, danos à imagem profissional, quebra de privacidade e confusão entre limites pessoais e profissionais. E a SBPC/ML ainda reforça a importância de respeitar ética e sigilo.
Para reduzir problemas, siga algumas boas práticas:
- não exponha casos clínicos (mesmo “sem nome”), porque detalhes podem identificar pessoas;
- separe o pessoal do profissional, sempre que possível, para evitar interpretações fora de contexto;
- evite aconselhamento individual por comentários e mensagens. Prefira orientações gerais;
- se houver publicidade/parceria, deixe isso claro de forma transparente;
- revise seu conteúdo antes de postar. Se você não falaria aquilo em público, provavelmente não deve publicar.
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Presença digital com propósito é um diferencial
No fim das contas, as redes sociais não são sobre likes, algoritmos ou números. Elas são sobre pessoas, que buscam informação, acolhimento, orientação e segurança para tomar decisões importantes sobre a própria saúde.
Quando profissionais ocupam esse espaço com responsabilidade, empatia e propósito, a internet deixa de ser apenas barulho e passa a ser ponte entre conhecimento e compreensão, e cuidado e confiança.
Se você deseja construir ou fortalecer sua presença digital de forma estratégica, ética e alinhada às normas da área da saúde, nós podemos ajudar. Entre em contato conosco.
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