Realizar uma pesquisa online sobre saúde é uma realidade inquestionável na rotina dos brasileiros. Antes das inteligências artificiais (IAs), as buscas se baseavam em palavras-chave mais curtas e objetivas, como nomes de sintomas, doenças ou tratamentos.
Agora, além de continuar pesquisando por sintomas, tratamentos e prevenção, o público também conversa com ferramentas de IA, como ChatGPT e Gemini, para entender diagnósticos, interpretar exames e até tirar dúvidas sobre medicamentos.
E isso muda completamente a forma como marcas, clínicas, operadoras, healthtechs e negócios de bem-estar precisam se comunicar. Afinal, agora as perguntas são bem mais conversacionais do que antes.
O que a pesquisa em saúde revela sobre o comportamento do brasileiro?
Segundo uma reportagem publicada no Medicina S/A, com base em pesquisa Vox Populi/IESS, 60% dos brasileiros buscam informações sobre saúde na internet. Entre essas pessoas, nove em cada dez dizem que o Google é o principal ponto de partida para procurar informações sobre sintomas, doenças, diagnósticos e tratamentos.
Ao mesmo tempo, o levantamento mostra que a maioria não confia totalmente no que encontra. Isso demonstra que existe uma dor na comunicação. Ou seja, as pessoas querem entender o que está acontecendo com o próprio corpo, mas ainda sentem que precisam filtrar, comparar e desconfiar.
Por que as buscas sobre saúde ficaram mais conversacionais?
Basicamente porque a intenção mudou. Hoje, a pessoa não quer só a informação. Ela quer tradução, contexto e acolhimento na explicação.
Essa mudança também aparece no universo do bem-estar. Segundo dados do Google, o interesse por conteúdos relacionados ao bem-estar cresceu 48% nos últimos cinco anos. Além disso, temas ligados à saúde mental, autocuidado e qualidade de vida ganharam força porque o estresse faz parte da vida real de muita gente.
O próprio Google destaca que cerca de 5 em cada 10 brasileiros se sentem constantemente estressados, e que a ansiedade aparece como um dos principais motivos para noites mal dormidas.
Quando esse cenário encontra ferramentas de busca e IA, o comportamento muda de forma natural. A pessoa deixa de procurar apenas “dor nas costas” e passa a perguntar: “dor nas costas ao acordar pode ser colchão, postura ou estresse?”
Ou seja, a busca ficou mais próxima de uma conversa porque a necessidade também ficou mais humana.
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O que as pessoas perguntam sobre saúde nas IAs?
Segundo um estudo do aplicativo de telemedicina Olá Doutor, 7 em cada 10 brasileiros consultaram alguma IA para tirar dúvidas sobre sintomas ou possíveis doenças. De acordo com a pesquisa, 71% recorreram à IA no último ano para entender sintomas ou doenças, e esse uso é ainda maior entre pessoas com doenças crônicas.
Os temas mais pesquisados mostram bem a intenção por trás dessas conversas:
- sintomas gerais, como febre, dor e mal-estar;
- nutrição e alimentação;
- saúde mental;
- exercícios físicos e condicionamento;
- medicamentos e efeitos colaterais;
- interpretação de exames e laudos.
Esse dado mostra que as dúvidas aparecem em toda a jornada: antes da consulta, depois do diagnóstico, durante o tratamento e até na prevenção.
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Quais dúvidas as marcas ainda deixam sem resposta?
O conteúdo institucional ainda costuma falar “sobre” saúde, quando deveria ajudar a pessoa a entender o que fazer com a dúvida que ela tem naquele momento. Portanto, falta responder perguntas reais, como:
- esse sintoma pode ter mais de uma causa?
- quando vale observar e quando é hora de procurar atendimento?
- como conversar melhor com o médico na consulta?
- o que esse exame quer dizer em linguagem simples?
- esse hábito ajuda mesmo ou é só moda?
Ou seja, as marcas de saúde precisam parar de produzir conteúdo para apenas “marcar presença” e começar a produzir conteúdo realmente útil.
No entanto, é importante ressaltar que a pesquisa em saúde, seja ela no Google ou em ferramentas de IA, pode ampliar o acesso à informação, mas não substitui a análise clínica feita por um profissional.
Esse tipo de validação precisa aparecer com naturalidade no decorrer do conteúdo. Além disso, quando há supervisão profissional, a comunicação ganha credibilidade sem perder fluidez.
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Como alinhar a comunicação digital à intenção real do público?
A pesquisa em saúde hoje é mais específica, mais emocional e mais conversacional. As pessoas não estão apenas procurando uma definição. Elas estão tentando decidir, entender, aliviar a ansiedade e encontrar um caminho. Então, se a marca responde com generalidades, ela fica para trás.
Para continuar relevante, é preciso aceitar o novo cenário e ajustar a comunicação. E, se você precisa de ajuda com o marketing digital da sua empresa, fale conosco!
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